9 erros de liderança que não podem ser cometidos nas empresas

Como diz o ditado, errar é humano, certo? No entanto, tratando-se do mundo corporativo, algumas falhas podem prejudicar bastante a carreira de qualquer profissional. Aliás, já pensou que erros de liderança envolvendo a gestão de equipes, por exemplo, tendem a ser bem mais comprometedores? Afinal de contas, essas falhas não só são mais facilmente percebidas como podem afetar muitas pessoas e comprometer os resultados da empresa como um todo!


Lembre-se de que uma equipe é um organismo que interage com outros setores e grupos dentro da empresa, com seu resultado dependendo e também interferindo no rendimento de outros times. Nesse contexto, quando um gestor falha ao desempenhar seu papel, a cobrança e as consequências são muito mais evidentes do que se o erro viesse de um profissional que responde apenas por si.

E por mais que tudo isso seja consequência de diferentes fatores, diz respeito diretamente ao comportamento do líder diante de sua equipe. Para entender melhor, vamos enumerar aqui os 9 principais erros de liderança que não podem ser cometidos nas empresas. Acompanhe e já vá pensando em maneiras de evitar essas armadilhas!

1. Não se apresentar adequadamente à equipe

A primeira grande missão de um líder é se apresentar adequadamente à sua equipe. Mas atenção: isso não significa apenas dizer seu nome e resumir oralmente seu currículo, discorrendo sobre formação e experiências anteriores. Tudo isso é sim interessante, mas é só o básico. Você precisa se deixar conhecer, fazendo com que sua equipe entenda:

  • Suas perspectivas como líder dentro da empresa;
  • O que você valoriza no grupo que lidera;
  • Seu perfil de trabalho;
  • O que esperar de você como líder.

 

Desde o início, portanto, é importante estabelecer uma interação saudável com seu grupo, esclarecendo suas premissas para o trabalho em conjunto. Assim, os colaboradores serão devidamente orientados em relação a suas ações e à sua forma de trabalho para atender ao que foi estabelecido.

2. Não conhecer seus colaboradores

A verdade é que nada acontece da noite para o dia, muito menos em um piscar de olhos. Portanto, desde o primeiro momento, com sua apresentação, disponha-se a realmente conhecer a equipe com que vai trabalhar. Entenda seus anseios, suas motivações e as características de cada um. Dentro dos limites do âmbito profissional, claro, procure saber sobre a vida dessas pessoas e suas peculiaridades. É simples: um líder precisa sempre lembrar que sua equipe é composta de seres humanos.

É natural que, eventualmente, seus problemas pessoais influenciem o desempenho profissional. Nesse caso, aquela velha máxima que diz que problemas pessoais ficam da porta para fora da empresa acaba sendo deixada para trás. Afinal, é impossível abrir mão da sua vida pessoal por desempenhar determinado papel profissional. Conciliar ambos, minorando os efeitos que a vida particular pode ter sobre a profissional (e vice-versa) é o padrão mais equilibrado.

Nesse cenário, quando o assunto é motivação de pessoas, é essencial lembrar que você está lidando com questões muito particulares. Assim, enquanto um colaborador tem seu gatilho no reconhecimento, outro o tem na remuneração. Somente conhecendo esses profissionais é que você conseguirá negociar recompensas, bonificações e premiações, a fim de manter sua equipe disposta e engajada para o trabalho.

3. Não compartilhar objetivos e resultados

Um líder é um filtro para a equipe. É ele quem determina o que entra e sai do grupo em termos de definições e informações corporativas. Recebeu as metas designadas pela empresa? Pois é importante não apenas compartilhá-las, mas também explicar a origem dos números e seu papel dentro do contexto global da corporação. Mostrar o porquê de tais definições amplia a sensação de pertencimento de que os profissionais necessitam para se dispor a alcançar os resultados esperados.

Com esse espírito, procure comemorar com eles os bons resultados, encontrando em conjunto as melhores práticas que permitiram o sucesso e fomentando sua repetição. Já se as metas não forem alcançadas, promova um feedback em equipe para discutir sobre os motivos dos gaps na atuação e possíveis gargalos, trabalhando constantemente para alcançar a melhoria contínua. Acredite: para um grupo, a sensação de coesão funciona como um fator de contribuição para se colher bons frutos.

Só um detalhe: o ideal é não deixar para fazer isso somente nos pontos inicial e final de cada período, respectivamente quando as metas são estabelecidas e apuradas, ok? Para alcançar bons resultados, é preciso fazer um acompanhamento constante, processo que permite solucionar problemas ainda no meio do caminho, mudando drasticamente (e para melhor!) o resultado final.

4. Exagerar na flexibilidade

Não tem como fugir: pessoas eventualmente falham e faltam. Você, como líder, vai lidar com isso praticamente todos os dias. E por mais que compreender as razões por trás de cada ato seja importante, é preciso ter cuidado para não ser flexível demais. A flexibilidade em excesso deixa sua equipe solta, podendo causar desordem interna.

Imagine que, por algum motivo particular, um determinado funcionário se ausenta e não cumpre seu horário com frequência. Tudo bem que ser flexível é um direito seu, mas definir quando abonar tais ausências ou passá-las adiante é seu papel como líder, sua responsabilidade. Por outro lado, imagine que outro colaborador cumpre rigorosamente seus horários e percebe uma flexibilidade excessiva em relação ao colega. Alguma dúvida de que essa diferença pode desmotivá-lo completamente?

Além da questão da equidade em relação a todos, lembre-se também de que o comprometimento é trabalhado no cumprimento dos compromissos. É bem possível, assim, que uma equipe excessivamente solta não dê tanta importância para o que está sendo construído. Agindo assim, portanto, você pode acabar vendo sua liderança escapar por suas mãos.

5. Não equilibrar a firmeza

Por outro lado, a inflexibilidade também tende a afastar as pessoas. Não compreender, em hipótese alguma, as questões particulares de cada um podem fazer com que você perca a confiança e a cumplicidade da equipe.

Para achar equilíbrio entre essas posturas, lembre-se de praticar uma liderança de 45°, que não é nem tão próxima de modo a comprometer sua posição como líder (como em um ângulo de 0°), nem tão afastada, tornando impossível que sua equipe o alcance (como em um ângulo de 90°).

6. Não dar ouvido às demandas da equipe

Para praticar esse equilíbrio, experimente ouvir as solicitações internas do seu grupo. Frequentemente, muitas boas ideias surgem justamente dessa troca de conhecimentos e impressões. Ouvir atentamente os colaboradores do seu time pode fazer com que você se antecipe às dificuldades para alcançar os resultados esperados. Afinal, ninguém melhor que eles mesmos para conhecerem a realidade da empresa, não concorda?

7. Não ser exemplo

É fato: líderes se impõem pelo exemplo. É isso mesmo! A época de usar a influência, o cargo ou simplesmente a posição de gerência ficou para trás. Assim:

  • O que você exige dos colaboradores deve primeiramente ser praticado por você;
  • O conhecimento e o domínio sobre as atividades diárias que desempenham devem ser plenos.

Não se esqueça que você é um norte, um verdadeiro guia para seu grupo. De acordo com essa perspectiva, para onde seus colaboradores tiverem que ir, você deve ir primeiro, abrindo caminho.

8. Não assumir seus erros de liderança

Na sua jornada, você terá que lidar tanto com erros alheios como com falhas próprias. Tendo sido você o culpado, saiba: é simplesmente inconcebível negar ou culpar um terceiro. Um bom líder não apenas assume sua responsabilidade pela parcela que lhe cabe como exige o mesmo dos demais. Repasse à equipe a ideia de que errar é natural durante o processo de aprendizado, mas que a falha deve obrigatoriamente conduzir a melhorias.

9. Não se preparar como deveria

Por fim, mas definitivamente não menos importante, aqui está um dos piores erros que você pode cometer nesse contexto, falha grave, com potencial para colocar um ponto final em sua carreira de gestor. Se você não se prepara o suficiente para a liderança, mas aceita uma proposta ou se candidata para a posição, é como se estivesse colhendo uma fruta ainda verde.

Para ser exemplo, desenvolver uma visão global da empresa, repassar estratégias e motivar sua equipe, você precisa de preparo. Só assim garante a competência necessária para exercer esse importante papel. Portanto, invista em você! Lembre-se de que é sua carreira que está em jogo. Então busque ampliar sua formação, fazendo uma especialização em gestão, por exemplo, que pode prover as ferramentas necessárias para que exerça tranquilamente a liderança.

Saiba mais: http://bit.ly/1K1HDPy

Extraído de: Blog Especialização FDC – 09/03/2017 http://blogespecializacao.fdc.org.br