Prof. Hugo Braga Tadeu – FDC
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Inúmeras empresas têm dedicado grande parte da sua agenda de trabalho para a estruturação de times no desenvolvimento de estratégias de inovação. Além da opção pela cultura transformadora, o impacto das novas tecnologias disruptivas tem sido analisado em profundidade.

A urgência das empresas está no aumento de investimentos em tecnologias computacionais poderosas, em que processos produtivos podem ser inteiramente substituídos por máquinas. Seria possível imaginar temas como computação cognitiva, analytics, Internet das Coisas, manufatura avançada, realidade virtual entre tantos outros anos atrás?

Não resta dúvida que a adoção da inovação, combinada com investimentos em tecnologia pode gerar ganhos de produtividade extraordinários para as empresas. Analisando dados de empresas americanas, já é possível perceber o crescimento dos resultados financeiros, após adoção de diversas tecnologias atuais.

No entanto, outros dados são alarmantes. É crescente o número a insatisfação dos funcionários com o ritmo frenético de trabalho, a real opção pelo empreendedorismo versus empregos formais, maior número de empresas quebrando do que nascentes, questões relacionadas a sustentabilidade do planeta e nosso futuro enquanto raça humana.

Talvez seja oportuno repensar a necessidade para o investimento na maior de todas as tecnologias existentes: o indivíduo. Voltando a questão da produtividade, o fator isolado que mais contribui para o crescimento de um negócio é o humano. Há muitos anos, diversos economistas vêm atribuindo a necessidade para um debate sério quanto a formação de pessoas.

O QUE REALMENTE IMPORTA PARA INOVAR?

Seria importante a adoção de políticas públicas adequadas para a formação de gente qualificada em todos os países. Ao mesmo tempo, a reestruturação das universidades para a solução de problemas complexos, muito diferente do processo atual relacionado ao desenvolvimento de carreiras é urgente. Para as empresas, caberia uma análise profunda das demandas atuais dos jovens e os atributos de valor necessários para recebe-los nas profissões do futuro.

Casos recentes como das empresas de tecnologia no Vale do Silício, refletem um processo gradual de mudanças. Além das demandas por conhecimentos em tecnologias de ponta, estas mesmas empresas vêm buscando equilibrar as metas funcionais ao bem-estar emocional. Para tanto, práticas de meditação e o estímulo a cooperação tem sido valorizadas. Estes são os sintomas já percebidos de que além da fronteira tecnológica, o resgate do indivíduo como agente real da transformação já foi iniciado. Talvez isto explique o porquê de tantas mudanças no mundo e ambiente de negócios, vindo de empresas de base tecnológica. Vale uma reflexão.