Novos modelos de negócios, muitas vezes, podem ser devastadires. Pense no negócio de locação de filmes depois de Netflix, no mercado de transporte individual de passageiros depois de Uber, ou no setor de hotelaria após a chegada do Airbnb. Esses três modelos de negócios disruptivos estão desafiando o status quo de indústrias estabelecidas há décadas.

Na prática, a inivação disruptiva acontece assim: ela cria um novo mercado, atrai novos usuários e rouba clientes das indústrias tradicionais.

Ofertas são apenas plataformas para entregar benefícios: uma vez que a plataforma muda, a sua oferta poderá entrara em colapso. Por maior que seja a qualidade, liderança de mercado ou poder da marca que ela tenha. Pense no que aconteceu com Kodak diante do advento da fotografia digital: ou com a Nokia, após a Apple inovar com o conceito de smartphone (veja box). Como sempre dissemos: “não adianta ser bom naquilo que o mercado não quer mais”.

Empresas proativas têm seu radar sempre voltado para o modelo de negócio vigente. Avaliando sua perenidade em médio-longo prazo. A pergunta por detrás dessa análise é simples: “o modelo de negócio de nossa indústria será válido daqui a três anos ou menos? ”.

Trata-se de uma indagação que volta os olhos da empresa para o futuro, evitando o hábito reativo de tentar defender o modelo vigente (aquele no qual a empresa ancora o lucro do presente) a todo custo. Apaixonar-se pelo modelo de negócio dominante pode ser algo muito perigoso.

Sua empresa antecipa o futuro ou só defende o passado?

Pense no gigantesco mercado de vinhos. Há menos de vinte anos ninguém imaginava que um importante canal de distribuição nessa indústria seria a venda online. Ou que a compra por assinatura atrairia milhares de consumidores. Mudanças essas que justamente foram implantadas pela Wine.com.br, modificando sensivelmente o comportamento de compra de vinhos no mercado doméstico. Hoje, a Wine possui mais de 140 mil sócios no Clube W. A receita estimada da Wine, que também opera na venda online de cerveja, é de R$400 milhões ao ano, com mais de 300 mil clientes ativos.

Antecipar a mudança, como vemos exemplo da Wine, não significa prever ou adivinhar o futuro. Significa sim, criar a mudança por conta própria, atuando sobre o comportamento e o funcionamento dos mercados. Empresas proativas não ficam obcecadas pela defesa do mercado atual, tampouco pelos lucros do passado. Ao contrário, elas reservam espaço na agenda estratégica também para a criação do futuro, balanceando as demandas do dia-a-dia com a elaboração de estratégias inovadoras.

Em estratégia, aliás, serve muito bem o ditado: “muitas vezes a melhor defesa é o ataque”. Ter isso em mente evita que a empresa se preocupe mais em cuidar do que já conquistou do que criar o que ainda não existe.

E então: sua empresa antecipa o futuro ou só defende o passado?

Autores: Profs. Leonardo Araújo e Rogério Gava
Fonte: http://proatividademercado.com.br/site/antecipacao-do-futuro-sinais-e-imagens-do-futuro/sua-empresa-antecipa-o-futuro-ou-so-defende-o-passado

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